O DIA DO PROFESSOR
16/10/2008 -
MANCHETES DA SEMANA
PARABÉNS, PROFESSOR!
Dia do Professor. Cerca de 16 mil educadores se formaram no magistério ou estão em desvio de função. Falta de especialização compromete ensino. Para secretaria, desafio é levar faculdades a regiões mais carentes.
É Dia do Professor, mas as comemorações devem ser contidas, pelo menos para os órgãos públicos que administram a educação no país. Entre os principais problemas enfrentados pelas escolas das redes públicas, o grande número de educadores que lecionam em disciplinas fora de sua área ou não possuem formação específica, cerca de 300 mil, segundo estimativas do Ministério da Educação (MEC). Em Minas não é diferente. Segundo dados da Secretaria de Estado de Educação, cerca de 16 mil professores, ou 10% dos profissionais da rede se enquadram em alguma dessas situações. A secretária de Educação, Vanessa Guimarães, diz que o problema compromete a qualidade de ensino. "Ter um professor com formação específica é sempre melhor que um que só fez pedagogia ou só cursou o magistério", afirma. A região Norte do Estado é uma das que mais sofrem com o problema, pois, segundo Vanessa, há uma carência acentuada de professores de física, química e biologia.
"Isso acontece porque as universidades estão longe desses profissionais, que muitas vezes não podem se deslocar até a capital para se especializarem. Várias regiões de Minas são carentes de cursos de formação de professores. Estamos trabalhando em parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para levar a eles essa formação", afirma a secretária. Para disciplinas incorporadas recentemente na grade curricular da educação básica, como espanhol, filosofia e sociologia, a dificuldade de se conseguir professores é geral. De acordo com o professor de filosofia e sociologia do ensino médio Antônio Brás, na escola em que dá aula, em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, um professor de história leciona filosofia temporariamente. "Quando um professor falta ou entra de licença, as substituições são complicadas. Nesse caso, pior seria se o substituo fosse um pedagogo. O professor de história tem mais conhecimento de filosofia que o pedagogo", afirmou Brás.
Satisfação. Mesmo com toda sobrecarga de trabalho e a baixa remuneração, Marilene Batista, 51, que cursou magistério, não se arrepende da profissão que escolheu. "Trabalho de manhã e à tarde. Quando chego em casa à noite, tenho que preparar as aulas do dia seguinte. Acabo que gasto a maior parte do meu tempo trabalhando. Mas é muito gratificante ver que as crianças aprenderam a ler e a escrever no final do ano. Além disso, é muito bom ter o carinho dos alunos."
Prêmio Professores do Brasil
O que é
Concurso de incentivo à educação básica da rede pública, realizado pelo MEC
Objetivo
Reconhecer e valorizar o trabalho de educadores da rede pública que desenvolvam em sala de aula atividades que contribuam para a qualidade do ensino no país
Inscrições
Até o dia 24 de outubro. O professor deve preencher a ficha no site do MEC (www.mec.gov.br)
Prêmios
Dez professores serão contemplados em quatro categorias. Os 40 premiados receberão R$ 5.000 cada e uma viagem a Brasília
Dom Pedro I
História
No dia 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I baixou decreto que criou o ensino elementar. Mas foi somente em 1947, 120 anos depois, que ocorreu a primeira comemoração do Dia do Professor.
Carolina Coutinho - Fonte: O Tempo - 15/10/08.
LEIA MAIS SOBRE O DIA DO PROFESSOR:
http://www.portaldafamilia.org/datas/professor/diadoprofessor.shtml
PORTAL DO PROFESSOR
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/journal.action
REVISTA DO PROFESSOR
http://www.revistadoprofessor.com.br/
SER PROFESSOR UNIVERSITÁRIO
http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/
PASTA DO PROFESSOR
https://pastadoprofessor.com.br/portal/
PROFESSOR VIRTUAL
http://professorvirtual.org/index.php?secao=inicio
GOVERNO E USP FORMAM 81 ÍNDIOS PROFESSORES
Em projeto desenvolvido em parceria da Secretaria Estadual de Educação com a Universidade de São Paulo (USP), mais de 80 índios, representantes de 30 aldeias existentes no Estado, foram preparados para lecionar até o final do ensino básico nas 30 escolas estaduais localizadas nas aldeias paulistas. Todos eles receberam o diploma de curso superior na formatura da primeira turma de professores indígenas de São Paulo. As unidades têm cerca de 1.500 estudantes, crianças e jovens originários de cinco etnias: guarani, tupi, terena, kaingan e krenak. A comunidade guarani tem cerca de 25 famílias, com 110 pessoas, divididas em dois povoados, que vivem às margens do rio Bixoró, local que fica isolado em época de chuvas. Ao contrário de outras tribos do Estado, o idioma indígena guarani foi preservado e, dentro da escola, as crianças usam mais a língua materna.
Fonte: O Tempo - 14/10/08.
Secretaria Estadual de Educação de S.P. - http://www.educacao.sp.gov.br/
Universidade de São Paulo (USP) - http://www4.usp.br/
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