A IMPORTÂNCIA DA BELEZA INTERIOR
14/05/2007 -
PENSE!
BELEZA INTERIOR!
O mais importante na vida é a beleza interior.
Veja a foto e pense nisso!!!
(Colaboração: Raul/Marlon/Ricardo Lobenwein)
PALAVRA DA SEMANA: PARASITA
Do grego parasitos, "aquele que come junto". O nome se aplicava a um andarilho ao qual uma família piedosa oferecia uma refeição gratuita. Séculos depois, a ciência passou a usar o termo para designar um organismo vivo que se alimenta de outro. No mundo corporativo, é alguém que só desfruta do trabalho alheio, sem contribuir nem retribuir.
Max Gehringer - Fonte: Época - número 470.
MORANGOS
(Roberto Shinyashiki)
Talvez, ao me ouvir falar em felicidade, você se pergunte se eu não tenho problemas, se tudo dá sempre certo para mim, se nunca passei por uma grande dificuldade que me tenha deixado marcas, como ocorre com a maioria das pessoas.
É claro que sim, sou como todo mundo. Tenho angústias, fico estressado, as pessoas às vezes me traem, mas eu procuro comer os morangos da vida.
Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore. Em cima do barranco havia um urso imenso querendo devorá-lo. O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente. Embaixo, prontas para engoli-lo, quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas. Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas do seu pé. As onças embaixo querendo comê-lo e o urso em cima querendo devorá-lo. Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol. Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango. Quando pôde olhá-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza. Então, levou o morango à boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso. Deu para entender? Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?" Dane-se o urso e coma o morango!
E as onças? Azar das onças coma o morango! Se ele não desistir, a onça ou o urso desistirão.... Às vezes, você está em sua casa no final de semana, com seus filhos e amigos, comendo um churrasco. Percebendo seu mau humor, sua esposa lhe diz:
" Meu bem, relaxe e aproveite o Domingo! " . E você, chateado, responde: "Como posso curtir o Domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?" Relaxe e viva um dia por vez: coma o morango.
Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro. Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças a arrancar nossos pés.
Isso faz parte da vida e é importante que saibamos viver dentro desse cenário. Mas nós precisamos saber comer os morangos, sempre.
A gente não pode deixar de comê-los só porque existem ursos e onças.
Você pode argumentar: "Eu tenho muitos problemas para resolver."
Problemas não impedem ninguém de ser feliz.
O fato de ter que conviver com chatos não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho. O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos. O fato de seu filho ir mal na escola não é razão para não dar um passeio pelo campo. Coma o morango, não deixe que ele escape. Poderá não haver outra oportunidade de experimentar algo tão saboroso. Saboreie os bons momentos.
Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida. Mas o importante é saber aproveitar o morango. Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é uma ilusão que sempre será diferente do que imaginamos. As pessoas vêem o sucesso como uma miragem. Como aquela história da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança. As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes. Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixará felizes. Elas esquecem que a felicidade é construída todos os dias.
Lembre-se: a felicidade não é algo que você vai conquistar fora de você...
(Colaboração: Markão)
O DOM HUMANO DA FÉ
O movimento em torno da vinda do papa ao Brasil me lembrou da minha estréia como monitora da disciplina de cultura religiosa na PUC-SP. Os alunos discutiam um texto que dizia que a fé era adquirida por meio do batismo. Novata na filosofia, ignorante na teologia e, sobretudo, pretensiosa como é comum ser aos 18 anos, contestei o dogma, afirmando que a fé era uma possibilidade natural de todos os homens. Parecia-me, no mínimo, incongruente que só os cristãos tivessem a possibilidade da fé.
Demorei para entender que o dom da fé e o ato da fé são coisas distintas. Assim como nascemos com a possibilidade natural de falar, mas, para falarmos, é preciso aprender uma língua (ninguém simplesmente fala, mas fala português, inglês, italiano...), o exercício da fé religiosa também implica o aprendizado e a introjeção de uma estrutura, que tem seus valores, suas regras e sua doutrina, além de ser compartilhada por um povo ou por uma comunidade.
É isso que explica a existência das diversas religiões, cada uma com suas interpretações e sua maneira especial de lidar com o sagrado.
Mas, existencialmente, a fé é esse dom humano de simplesmente crer em algo, que tanto pode ser um deus quanto a ciência ou o fato de que alguém nos ama e de que realizaremos nossos objetivos...
Sem acreditar em alguma coisa, ficamos às escuras e paralisados. As crenças nos fornecem os horizontes e os destinos dos nossos pensamentos, palavras e obras. Elas são o alicerce de todo o nosso poder de criar mundo, vida, história. A fé não move só montanhas mas também toda a nossa existência.
Li, em algum lugar, que o medo é a fé no mal. E, quando temos fé no mal, ficamos como se estivéssemos aguardando que ele aconteça, isto é, nos preparamos para sofrer o mal. O mesmo acontece com todas as nossas emoções e todas as nossas idéias, boas ou más.
Elas nos põem de frente para o que pode acontecer e, de alguma maneira, nos empurram para que as coisas em que acreditamos, conscientemente ou não, aconteçam. A vida responde à nossa fé, às nossas crenças. E essa magia de fazer acontecer uma realidade começa com os nossos pensamentos e com as nossas palavras.
Lembro Guimarães Rosa, falando pela boca de Riobaldo: "...e como o que é para ser são as palavras...". Lembro também do Gênesis: "No começo era o verbo..." e também "Deus disse, faça-se a luz, e a luz foi feita". É o poder de criar que começa pela palavra, mas se funda na crença de que algo, como a luz, pode ser feito.
[...] Sem acreditar em algo, ficamos às escuras; as crenças nos fornecem horizontes dos pensamentos, palavras e obras
DULCE CRITELLI, terapeuta e consultora existencial e professora de filosofia da PUC-SP, é autora de "Educação e Dominação Cultural" e "Analítica de Sentido" e coordenadora do Existentia -Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana
Fonte: Folha de S.Paulo - 17/05/07
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