CRIANÇAS ALFABETIZADAS???
10/10/2008 -
A JENTE HERRAMOS
ESCOLAS X ALFABETIZAÇÃO
2,1 milhões de brasileiros de 7 a 14 anos, que freqüentam algum tipo de instituição de ensino, são considerados analfabetos ou iletrados escolarizados, o que mostra que estar na escola não é garantia de aprendizado no Brasil. Esse dado, divulgado em setembro, faz parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2008 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação remete à situação de 2007, mas não esclarece quem são esses alunos e nem em que tipo de escola (pública ou privada) eles estudam. Mas onde está a falha e de quem é a culpa pelo insucesso desses alunos? No processo pedagógico, na estrutura da escola, no professor, na família ou no próprio aluno? A resposta, de acordo com especialistas, engloba todas as opções. Segundo o Programa de Avaliação de Alfabetização (Proalfa), divulgado em setembro, pelo menos 60 mil crianças matriculadas no 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas de Minas e com média de idade de 8 anos ainda não sabem ler nem escrever de maneira
razoável. Esse montante representa 21% dos 276.332 alunos dessa série existentes no Estado. Os demais dominam a leitura e a escrita. O incentivo dos pais na vida estudantil do filho é o fator que mais contribui positivamente para um bom desempenho escolar, na opinião dos professores. Essa é uma das conclusões da pesquisa "A Qualidade da Educação sob o Olhar dos Professores", realizada recentemente pela Fundação SM - instituição que há 60 anos trabalha com o desenvolvimento humano por meio da educação - e que entrevistou 8.773 professores de 19 Estados do Brasil. Segundo a pesquisa, 91,7% dos entrevistados afirmaram que a família delega cada vez mais responsabilidade da educação dos filhos para as escolas e 80.,7% dos professores acham que os pais não dão atenção suficiente para a educação dos filhos. O estudo mostrou também que até mesmo os professores estão reprovando a educação. Dos docentes entrevistados, não se ajustam às necessidades futuras dos estudantes e que não preparam os estudantes para a vida. Além disso, 49,4% consideram que a educação piorou nos últimos anos, contra 14% que acham que nada mudou e outros 36,6% que acreditam que ela melhorou. Para 53%, o ensino médio é regular ou ruim, enquanto 30,8% pensam que a educação brasileira é pior que no restante da América Latina. De qualquer forma, mais de 60% acreditam que a educação será melhor no futuro.
Carolina Coutinho - Fonte: O Tempo - 05/10/08.
Síntese de Indicadores Sociais - 2008 - http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1233&id_pagina=1
Proalfa - http://www.simave.ufjf.br/2007/proalfa/#menuClick('principal.htm','topo_oqeproalfa.jpg')
Fundação SM - http://www.edicoessm.com.br/ver_seccion.aspx?id=2926
ZERO
Dezenove candidatos a vereador em Belo Horizonte não registraram nenhum voto na listagem oficial do TRE.
Fonte: O Tempo – 07/10/08.
É TRISTE...
Além da sujeira nas ruas, com santinhos sendo jogados para o alto em flagrante desrespeito à lei e à educação, o Estado de Minas foi o que mais teve candidatos presos por crime eleitoral no dia da eleição: 33.
Fonte: O Tempo – 07/10/08.
DESSA VEZ, VAMOS
Para ficar nas duas grandes cidades brasileiras, São Paulo e Rio, sabemos, com a certeza possível que a história nos dá, que ambas são quatrocentonas, têm mais de 400 anos nas costas e nas ruas. A primeira é de 1554. A segunda, de 1565 (se alguém duvidar dessas datas, faça o que acabei de fazer: consulte o Google).
Tive um bom motivo para acessar a enciclopédia virtual que nos livra de qualquer dúvida inesperada: com o fim da campanha eleitoral para prefeito e vereadores das duas cidades, fiz um balanço do que ouvira e lera e cheguei à conclusão de que, ou o Google está errado, ou os candidatos é que estão por fora.
A impressão que me ficou é que as duas cidades não chegam a existir realmente. Tudo está para ser feito: ruas, estradas, hospitais, escolas, parques, delegacias, áreas de lazer, bicas d'água, creches, coleta de lixo, vigilância urbana. Somente agora, com os novos vereadores e prefeitos, é que as coisas andarão e tanto os paulistas como os cariocas desfrutarão de uma cidade limpa, organizada, segura e digna de nossos filhos e netos.
Um rápido exame nas propostas apresentadas por todos os partidos, tendências e dissidências políticas, revela a necessidade de fazer tudo de novo, uma vez que nada até agora foi feito. A promessa de uma idade de ouro foi a constante dos discursos e entrevistas dos candidatos, que deram a impressão de acreditarem no que estavam prometendo. Se alguma coisa der errado, a culpa será dos outros. Daí a necessidade de votar bem, com a consciência cívica de cada um.
Os problemas são recorrentes, desde os tempos de Anchieta e de Estácio de Sá. Apesar de tudo, as cidades cresceram e ganharam a absurda certeza de que, a cada eleição municipal, tudo poderá ficar na mesma.
Carlos Heitor Cony – Fonte: Folha de S.Paulo – 07/10/08.
BIODIVERSIDADE - EXTINÇÃO AMEAÇA UM QUARTO DE TODAS AS ESPÉCIES VIVAS
Um quarto de todas as espécies existentes pode estar em algum grau de risco de extinção. É o que afirma um estudo divulgado ontem no encontro da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), em Barcelona. Apesar de não avaliar a situação de todos os seres vivos do planeta, a pesquisa analisou grande parte deles.
O autor da estimativa, Jonathan Baillie, da Sociedade Zoológica de Londres, projetou os números a partir da chamada lista vermelha, o documento anual da IUCN que avalia o estado de alguns grupos específicos de seres vivos, como aves, mamíferos, anfíbios e algumas plantas.
Após escolher algumas amostras aleatoriamente e fazer a projeção, o cientista, apresentou seus números. "A idéia de que uma em cada quatro espécies do mundo possa estar ameaçada não parece disparatada", disse. "Não sabemos ainda, porque não avaliamos grupos de invertebrados e de algumas plantas. Mas já começamos."
Um quadro com 25% das espécies ameaçadas é precisamente aquele que se encaixa nos mamíferos. O levantamento mais detalhado já feito para este grupo vertebrado também foi divulgado ontem. Em estudo a ser publicado na revista "Science" cientistas afirmam que metade das espécies tem populações em queda, e um quarto delas já estão sob ameaça.
Segundo a ONG Conservação Internacional, por trás dessa tendência estão principalmente o desmatamento tropical e a caça.
Fonte: Folha de S.Paulo – 07/10/08.
FACULDADE USA REGRA DO MEC E "ROUBA" TURMA DE CONCORRENTE
Uma mudança do Ministério da Educação na regra de transferência de alunos acirrou a batalha entre universidades particulares por novas matrículas. Atraídas por descontos expressivos e mensalidades mais baratas, turmas inteiras chegam a mudar de universidade. Em reação, instituições que perderam alunos estão revendo as suas políticas de preços na tentativa de evitar mais baixas.
A guerra foi deflagrada a partir da modificação na portaria 230 do MEC, segundo a qual o aluno não precisa mais pagar duas matrículas -uma na universidade que deixou e outra naquela para a qual irá se transferir- se quiser mudar de instituição. Agora, basta pagar a matrícula na nova instituição.
Desde que a medida entrou em vigor, em março do ano passado, as matrículas na Unib (Universidade Ibirapuera) só fazem crescer. Com dois campi e 170 salas na zona sul de São Paulo, a universidade recebeu 468 novos alunos no segundo semestre deste ano. No primeiro semestre deste ano, haviam sido 83, contra 65 no segundo período do ano passado, logo após a edição da portaria.
"É como comprar um carro. Você vai à concessionária, vê o carro, se impressiona e compra. Nós mostramos as instalações, a possibilidade de fazer pesquisa, mostramos que temos mestrado acadêmico agora", diz Sigmar de Mello Rode, coordenador do curso de odontologia.
Neste semestre, o curso abriu uma turma para cerca de 40 alunos de segundo semestre. Quase todos vieram da Uninove, uma das maiores universidades particulares do país, com mais de 70 mil alunos. Alguns deixaram a Unisa (Universidade de Santo Amaro).
Foi o que fez Giselle Dias Marin, 23. Ela estudava na Uninove quando resolveu fazer uma "pesquisa de mercado" em busca de um preço melhor. "Eu queria uma universidade que tivesse uma mensalidade com valor fixo. Na Uninove, a cada semestre o valor aumenta."
Ela foi orientada a conversar com colegas de classe e levá-los até a nova universidade, onde conversaram com o coordenador do curso e conheceram laboratórios. A Unib aceitou as condições dos alunos e propôs formar uma turma com 40 pessoas. Conseguiram "cerca de 35" e fecharam acordo.
"O preço que eles fizeram para nós foi bacana", diz o aluno Elias Assad Neto, 26. O valor das mensalidades foi fixado em R$ 767,35. Na Uninove, eles pagavam cerca de R$ 900.
Outra sala foi formada para alunos de sexto semestre, também em odontologia, que recebeu 119 transferências neste semestre -mais do que os que entraram pelo vestibular. Administração recebeu 240 alunos, e direito, 59.
Para Fabiola Adami, pró-reitora acadêmica da Unib, as transferências não são reflexo da medida do MEC. A Unib teve nota 2 em avaliação do MEC -a pontuação vai de 1 a 5.
Na Unisa, que também tem nota 2 no MEC, quando questionado se é possível ter preço mais baixo para um grupo de transferências, um funcionário orienta o aluno a falar pessoalmente com o coordenador do curso, porque "geralmente são abertas negociações".
A Unip (Universidade Paulista), nota 3 no MEC, oferece desconto para alunos de outras instituições. Quem abandona a concorrência paga só a mensalidade equivalente ao curso de primeiro semestre, mais barato, durante meio ano.
A UniABC, outra a obter nota 2 no MEC, ainda não tem a promoção. Mas a Folha apurou que o desconto de transferência passará a ser aplicado no próximo ano.
João Cunha - Fonte: Folha de S.Paulo – 07/10/08.
GUERRA DE PREÇO AFETA QUALIDADE DOS CURSOS
Especialistas ouvidos pela Folha dizem que a qualidade fica ameaçada na guerra de preços do ensino superior.
Para Carlos Monteiro, presidente da CM Consultoria, a concorrência afeta principalmente as classes C e D, que "têm um perfil sensível ao preço". "Ninguém está trocando em razão de qualidade."
Segundo João Palma Filho, vice-presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, do ponto de vista da legislação, não há nada que impeça a disputa pela mensalidade mais barata. Mas ele alerta: "Estão tendo que baixar o preço para enfrentar a competição. Com isso, cai a qualidade, reduzem salário de professor, dispensam doutores", diz.
Marco Aurélio Ribeiro, secretário da regional São Paulo do Andes (sindicato dos docentes do ensino superior), diz que os preços muito baixos prejudicam os investimentos em laboratórios e em pesquisa.
O MEC fala que não tem como controlar a mercantilização do ensino particular e que o objetivo da medida -que barateia e facilita a transferência- é permitir o movimento em busca de qualidade, não de preço.
A Uninove não comenta a perda de estudantes nem diz quantos deixaram a instituição.
Fonte: Folha de S.Paulo – 07/10/08.
CONCORRÊNCIA
Depois de perder estudantes para a concorrência, a Uninove reduziu o preço das mensalidades do curso de odontologia. No primeiro semestre, o valor cobrado dos calouros era de cerca de R$ 900 até o quinto dia útil de cada mês -quem deixasse para o final do mês pagaria cerca de R$ 1.000 a mais. Neste semestre, a mensalidade baixou, passando para R$ 760 -no último dia do mês, o valor ultrapassa R$ 2.000. Em nota, a Uninove ressalta que oferece um ensino de qualidade pautado na ética. A Unib cobra R$ 767,35 dos alunos que "levou" da Uninove.
Fonte: Folha de S.Paulo – 07/10/08.
E NÓIS QUE PENSAVA QUE NUNCA ERRAVA! CONTINUAMOS ERRANDO PROPOSITALMENTE...! HERRAR É UMANO!
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